Situação atual na Venezuela trava expansão de supermercados de madeirenses

Os ‘Automercados Luvebras’, cadeia de supermercados na Venezuela criada por madeirenses, mas que devido à situação económica no país e à pandemia de Covid-19, foram ‘obrigados’ a parar a fase de expansão em que se encontravam. A cadeia de supermercados...

Situação atual na Venezuela trava expansão de supermercados de madeirenses
Os ‘Automercados Luvebras’, cadeia de supermercados na Venezuela criada por madeirenses, mas que devido à situação económica no país e à pandemia de Covid-19, foram ‘obrigados’ a parar a fase de expansão em que se encontravam. A cadeia de supermercados ‘Luvebras’ teve o seu início no dia 24 de maio de 1971 através dos fundadores madeirenses João Sidónio Ferreira e Neves de Ferreira, casal nascido em Câmara de Lobos que criou um império em terras de Simon Bolivar. Atualmente, a empresa tem sete sucursais, estava em “expansão”, como nos explicou Charly Carvalho, membro da direção da cadeia, mas “nos últimos três anos decidimos parar e manter o que temos”. Charly Carvalho é marido da filha dos fundadores e explicou que os ‘Automercados Luvebras’ são uma “empresa familiar”, onde a família Ferreira, a fundadora “é dona de 70% da empresa” e o restante pertence às famílias Figueira e Abreu. O lusodescendente que nasceu na Venezuela, é filho de pais naturais de Grijó, mas devido à sua grande ligação à família Ferreira, afirmou ao JM que “pessoalmente”, sente-se “um filho mais de Câmara de Lobos e da maravilhosa Ilha da Madeira”. Devido à situação atual de pandemia, questionámos Charly Carvalho se a pandemia mundial de Covid-19 estava a ter ainda maior impacto na empresa que chegou a ter 690 empregados e que atualmente tem 440. O lusodescendente explicou-nos que em termos de funcionários, não foi necessário despedir nenhum dos trabalhadores, uma vez que “antes da pandemia existiram pessoas que se aposentaram e outras que viajaram para países vizinhos”, Charly Carvalho reforça que o quadro de pessoal da empresa tinha baixado em 26% de 2019 para 2020 o que demonstra a redução que havia sendo implementada. Leia tudo na edição impressa de hoje do JM.