Paulo Cafôfo defende que a "TAP tem de servir a Madeira"
Paulo Cafôfo defende que a "TAP tem de servir a Madeira"
O deputado Paulo Cafôfo fez a terceira intervenção das Jornadas Parlamentares que se realizaram este sábado na Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira. Paulo Cafôfo começou por referir a necessidade de reinventar a Madeira utilizando...
O deputado Paulo Cafôfo fez a terceira intervenção das Jornadas Parlamentares que se realizaram este sábado na Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira.
Paulo Cafôfo começou por referir a necessidade de reinventar a Madeira utilizando a autonomia para relançar a economia. Acredita que a crise atual, na sequência da pandemia, “é uma crise que, na verdade, veio expor as fragilidades da nossa Região" cujo modelo económico revela "vulnerabilidade e imperfeições".
O socialista defendeu que é preciso haver "solidariedade do Governo República", mas também "a responsabilidade do Governo Regional". Referiu que a Região tem um modelo económico marcado por uma maioria de micro e médias empresas muito dependentes do sector público, ou do turismo, e reforçou assim a necessidade de apoiar as empresas, como forma de manter os postos de trabalho. "Os apoios às empresas são importantes", disse, salientando, contudo, que "não basta a quantidade", e apelando à celeridade. "É preferível investir na manutenção do emprego do que, depois, ter despesas com subsídios de desemprego ou outros encargos sociais", frisou.
Para fazer face às despesas correntes dos apoios dados surge a necessidade de poupar, e nesse sentido Cafôfo recordou as medidas já propostas na ALRAM que visam uma poupança acrescida por parte do Governo Regional no que concerne aos gastos da administração pública. “A redução do Jackpot, a dissolução das sociedades de desenvolvimento, a poupança nas parcerias público ou privadas e a redução do número de assessores do Governo Regional" são algumas delas. Na ótica do deputado, essas medidas não chegam, havendo a necessidade adotar uma nova estratégia e um novo rumo para o futuro. "Porque sem rumo não há esperança", afirmou.
Explicou assim que, nesse sentido, o de reinventar a Madeira passa por três grandes objetivos: aumentar a produção e diminuir a dependência do exterior no que toca ao sector primário; reduzir os impostos e um retorno faseado do turismo.
Neste último aspeto, refere que o retorno tem de começar pela abertura do aeroporto de uma forma responsável. Com este ponto que possibilitará a retoma da economia, urge pensar na TAP, que, a seu ver, “tem de servir a Madeira”. A TAP precisa de ser financiada pelo Estado e esta participação do Estado tem que ter contrapartidas. Tem que haver uma estratégia que vá além da continuidade territorial, ou seja, da mobilidade dos residentes da Região e que, ao mesmo tempo, possa servir o turismo. A TAP tem de ligar os países emissores de turismo para a Região, bem como as nossas comunidades de emigrantes", explicou.
Ainda na área do turismo, Paulo Cafôfo pede uma maior aposta no mercado nacional, mais verbas para a promoção do destino Madeira através da Associação de Promoção, e a criação de um fundo regional para captação de novas rotas áreas.