Morte do padre Mário Tavares gera múltiplas reações na sociedade madeirense

O padre Mário Tavares, de 85 anos, uma figura de relevo na Região e que foi deputado no parlamento madeirense pela CDU, morreu hoje vítima de doença prolongada e a sua morte tem gerado múltiplas reações na sociedade madeirense. Em nota à imprensa,...

Morte do padre Mário Tavares gera múltiplas reações na sociedade madeirense
O padre Mário Tavares, de 85 anos, uma figura de relevo na Região e que foi deputado no parlamento madeirense pela CDU, morreu hoje vítima de doença prolongada e a sua morte tem gerado múltiplas reações na sociedade madeirense. Em nota à imprensa, a diocese foi a primeira entidade a lamentar a morte do sacerdote, recordando que “foi o principal impulsionador do movimento para a elevação do Jardim da Serra a freguesia”, uma das que compõem o concelho de Câmara de Lobos. Também o Bispo do Funchal, D.Nuno Brás, lamentou a morte do sacerdote que “sempre procurou defender o povo e trabalhar em favor da justiça”. Por seu turno, o presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, José Manuel Rodrigues (CDS) divulgou uma nota de pesar em que reconhece o seu papel de “um homem bom, corajoso, e preocupado com as desigualdades e injustiças sociais”. Também o Partido Trabalhista Português (PTP/Madeira), já veio lamentar a morte de Mário Tavares, salientando “o seu percurso de vida” e adianta que “teve sempre como objetivo contribuir por uma maior justiça social”. O PS-M manifestou, do mesmo modo, o seu pesar pelo falecimento do padre Mário Tavares, “personalidade que se destacou pela sua intervenção política e social”. O PCP também lamentou o óbito destacando o percurso de um padre que “viveu afirmando objetivos de Justiça Social, defendendo a libertação dos explorados e os direitos dos mais pobres”. O padre Mário Tavares Figueira era natural da freguesia do Estreito de Câmara de Lobos, onde nasceu no dia 24 de julho de 1934, tendo falecido esta noite no hospital Dr. Nélio Mendonça, no Funchal, com 85 anos. Foi capelão militar e enquanto em comissão de Serviço na Guiné entre 1966 e 1969 recebeu um louvor especial. Além de deputado no parlamento madeirense, foi candidato à Junta de freguesia do Estreito, cuja Assembleia integrou, e foi também candidato à presidência da Câmara Municipal de Câmara de Lobos, em 2005.