Mário Centeno prevê crescimento de 2éfice zero em 2020

Mário Centeno acredita que, para o próximo ano, haverá melhorias no crescimento da economia.  O ministro das Finanças, que, sabe-se agora, continuará à frente das contas do país, aponta para uma expansão do PIB acima das previsões que tinha...

Mário Centeno prevê crescimento de 2éfice zero em 2020
Mário Centeno acredita que, para o próximo ano, haverá melhorias no crescimento da economia.  O ministro das Finanças, que, sabe-se agora, continuará à frente das contas do país, aponta para uma expansão do PIB acima das previsões que tinha até aqui, e das instituições internacionais que já atualizaram as projeções, segundo uma nota publicada ao início da manhã na página do Governo. "O cenário macroeconómico subjacente ao Projeto de Plano Orçamental para 2020 mantém a projeção de 1,9% para o crescimento real do produto interno bruto (PIB) em 2019, tal como consta do Programa de Estabilidade 2019-2023, publicado em abril deste ano", lê-se no documento, citado pelo SOL. "O ministério das Finanças, liderado por Mário Centeno, prevê ainda, para o mesmo cenário macroeconómico, uma ligeira aceleração do crescimento do PIB para 2%. Esta projeção assenta na antecipação de uma recuperação do crescimento económico na área do euro, em linha com as previsões de instituições internacionais, como o Fundo Monetário Internacional", assinala ainda o Executivo. Mário Centeno acredita que "a economia portuguesa tem-se manifestado relativamente resiliente à desaceleração da área do euro e deverá, também por isso, ter boas condições para beneficiar de uma melhoria na conjuntura internacional". No documento é também referido que a contribuir para a expansão do produto estará "a aceleração do crescimento do investimento público (9,7% em 2019 para 16,2% em 2020)". A revisão em baixa do défice é explicada na nota do Ministério das Finanças pelo"melhor comportamento da receita". Prevê-se assim um saldo orçamental de -0,1% do PIB (uma melhoria de 0,1 ponto percentual), mas já para 2020, o excedente que Centeno esperava de 0,3% do PIB. Já do lado da despesa, o Governo dá conta de que esta "evolui de forma consentânea com os compromissos políticos assumidos ao longo da legislatura que agora termina". E concretiza: "o impacto orçamental decorrente da fase final do processo de descongelamento das carreiras da Administração Pública; os projetos de investimento público, entretanto autorizados e, nalguns casos, já em execução; e o crescimento das prestações sociais decorrente do reforço da prestação social para a inclusão, do subsídio de parentalidade e do abono de família".