Hong Kong é parte da China independentemente do resultado nas eleições locais

O ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, afirmou hoje que Hong Kong "é parte da China", independentemente do resultado das eleições locais de domingo, que deram ampla vitória aos candidatos pró-democracia. "Esses ainda não são...

Hong Kong é parte da China independentemente do resultado nas eleições locais
O ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, afirmou hoje que Hong Kong "é parte da China", independentemente do resultado das eleições locais de domingo, que deram ampla vitória aos candidatos pró-democracia. "Esses ainda não são os resultados finais, vamos aguardar pelos resultados finais", disse Wang aos jornalistas, em Tóquio, depois de ter sido recebido pelo primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe. Segundo a contagem inicial, divulgada na segunda-feira de manhã pela imprensa local, os candidatos da oposição ao Executivo pró-Pequim obtiveram a garnde maioria dos votos, numa altura em que Hong Kong enfrenta uma das maiores crises políticas de sempre. "Aconteça o que acontecer, Hong Kong faz parte da China, que é uma região administrativa especial", sublinhou o ministro chinês. "Qualquer tentativa de semear o caos em Hong Kong ou minar a sua prosperidade e estabilidade está fadada ao fracasso", disse. Hong Kong é há seis meses palco de manifestações, iniciadas por um projeto de lei que permitiria extraditar criminosos para países sem acordos prévios, como é o caso da China continental, e, entretanto, retirado, mas que se transformou num movimento que exige reformas democráticas e se opõe à crescente interferência de Pequim no território. À semelhança de Macau, para a antiga colónia britânica foi acordado um período de 50 anos após a transferência da soberania para a China, mantendo um elevado grau de autonomia, a nível executivo, legislativo e judicial. Os resultados são tidos como um indicador do amplo apoio aos protestos antigovernamentais, apesar dos contornos cada vez mais violentos, com frequentes atos de vandalismo e confrontos com a polícia. Os partidos pró-democracia venceram os 18 conselhos distritais, depois de não terem conseguido um único conselho nas últimas eleições locais, realizadas há quatro anos. Quase 3 milhões de pessoas votaram, quase o dobro do que em 2015, representando mais de 70% dos eleitores registados.