Heineken vai "intensificar" estratégia de redução de custos

O grupo cervejeiro Heineken, que é dono da empresa que detém a Sagres, prevê "intensificar" a sua estratégia de redução de custos, depois de o lucro ter derrapado 75,8% no primeiro semestre devido aos efeitos da pandemia. "Na primeira metade...

Heineken vai
O grupo cervejeiro Heineken, que é dono da empresa que detém a Sagres, prevê "intensificar" a sua estratégia de redução de custos, depois de o lucro ter derrapado 75,8% no primeiro semestre devido aos efeitos da pandemia. "Na primeira metade de 2020, os mercados e negócios da Heineken foram impactados significativamente pela pandemia de covid-19, com uma volatilidade e incerteza sem precedentes que levaram à retirada das orientações" para este ano, refere o grupo, num comunicado hoje divulgado na sua página de Internet. A Heineken decidiu hoje divulgar, em avanço, dados preliminares do desempenho no primeiro semestre, sendo que os finais serão publicados conforme o previsto, em 03 de agosto. O resultado operacional caiu 52,5% em termos orgânicos e o resultado líquido recuou 75,8%, de acordo com os dados preliminares, não auditados e que podem estar sujeitos a ajustamentos e revisões, refere o grupo. Itens excecionais vão incluir cerca de 550 milhões de euros em imparidades em ativos tangíveis e intangíveis, levando a perdas de cerca de 300 milhões de euros­. O grupo cervejeiro refere que os custos por hectolitro "aumentaram significativamente", a par de outros itens. "Desde o final de março até agora, a Heineken tomou ações significativas de mitigação de custos, levando a uma redução geral dos custos no primeiro semestre de 2020", adianta. "A empresa está empenhada em intensificar ainda mais seu foco nos custos", refere o grupo, no comunicado. O grupo holandês foi penalizado pelo fecho de bares e restaurantes durante o confinamento de muitos países devido à pandemia do novo coronavírus, já que as vendas de cerveja neste canal têm uma rentabilidade maior do que as realizadas nos supermercados. A Sociedade Central de Cervejas e Bebidas (SCC) e a Sociedade da Água de Luso foram adquiridas, em abril de 2008, pela Heineken, grupo cervejeiro líder europeu e uma das maiores empresas do mundo, que passou a deter o controlo a 100% daquelas empresas.