Estudante madeirense impedida de regressar a casa em Câmara de Lobos após cumprir quarentena

Uma madeirense, estudante universitária na Faculdade de Direito da Universidade do Porto e residente em Câmara de Lobos, pretende regressar ao concelho onde vive após ter cumprido o período de quarentena, mas tal não lhe foi permitido devido...

Estudante madeirense impedida de regressar a casa em Câmara de Lobos após cumprir quarentena
Uma madeirense, estudante universitária na Faculdade de Direito da Universidade do Porto e residente em Câmara de Lobos, pretende regressar ao concelho onde vive após ter cumprido o período de quarentena, mas tal não lhe foi permitido devido à cerca sanitária em vigor, conforme revelou ao JM. A estudante, que escolheu manter o anonimato, conseguiu regressar à Região no passado dia 7 de abril após ter apanhado um voo Lisboa – Funchal, depois de se ter deslocado de comboio do Porto (onde estuda) para a capital portuguesa. Aquando da chegada à Madeira, cumpriu o período de quarentena obrigatória no Hotel Vila Galé, em Santa Cruz. A quarentena terminou hoje e a estudante recebeu esta manhã o resultado do teste de rastreio à Covid-19, que deu negativo, e pretendia agora regressar a casa para junto da família. Não obstante, o seu intento esbarrou na oposição das autoridades de saúde. “Porém, atendendo ao facto de que sou residente, tal como praticamente toda a minha família, no concelho de Câmara de Lobos, não abriram exceção para voltar para a mesma atendendo à cerca sanitária que lá se instalou, para além de que o senhor delegado de saúde ligou esta manhã a confirmar os resultados negativos ao teste COVID-19, e convidou-nos, quase, a sair do hotel, atendendo ao facto de que continuar aqui envolve custos avultados, os quais eu compreendo, apenas não compreendo ter de ficar “sem chão” depois de 15 dias de quarentena obrigatória, e ainda não termos sido informados disto previamente, de que não poderíamos voltar à residência da nossa morada fiscal, e ainda, termos sido informados, no dia da nossa saída de que não poderíamos permanecer no hotel”, lamenta a jovem estudante. Afirma ainda que a atual situação gera transtorno e uma “pressão psicológica demasiado grande” e lembra que está longe de casa há quase um mês, além de ter tido “imensa dificuldade em voltar para a ilha”. “Agora, depois de cumpridos 15 dias de quarentena obrigatória, não vou poder regressar a casa e tenho de encontrar uma solução”, conclui.