Covid-19: Mais 183 infetados no surto ligado a igreja na Coreia do Sul
Covid-19: Mais 183 infetados no surto ligado a igreja na Coreia do Sul
Mais 183 pessoas infetadas pelo novo coronavírus foram hoje identificadas em Seul, todas ligadas à igreja presbiteriana Sarang Jeil, representando um total de 457 infeções neste surto na Coreia do Sul, anunciaram as autoridades locais. As autoridades...
Mais 183 pessoas infetadas pelo novo coronavírus foram hoje identificadas em Seul, todas ligadas à igreja presbiteriana Sarang Jeil, representando um total de 457 infeções neste surto na Coreia do Sul, anunciaram as autoridades locais.
As autoridades sul-coreanas sublinharam a sua preocupação com o maior surto que a capital enfrentou até agora durante a pandemia da covid-19.
"Até a meia-noite de segunda-feira, identificámos cerca de 4.000 pessoas ligadas a esta igreja. A maioria delas são residentes de Seul", disse numa conferência de imprensa o diretor-geral do Centro Coreano para o Controlo e Prevenção de Doenças Infeciosas (KCDC), Kwon Jung-wook, referindo-se aos esforços para rastrear e testar os fiéis.
Este é o segundo maior surto que a Coreia do Sul experimenta desde fevereiro, quando ocorreram os contágios ligados à igreja cristã Shincheonji, na cidade de Daegu (230 quilómetros a sudeste de Seul), que levou a mais de 5.000 infeções (um terço do total contabilizado no país asiático).
O facto de haver seguidores da igreja Sarang Jeil em diferentes partes da geografia sul-coreana aumenta o temor de "uma expansão a nível nacional", enfatizou Kwon.
O diretor-geral do KCDC alertou que as autoridades estão a considerar impor o distanciamento de nível 3 em Seul e nas regiões vizinhas, que registaram desde sexta-feira um aumento significativo no número de casos diários.
Na sexta-feira, foi decretado o distanciamento de nível 2 em Seul e na província de Gyeonggi, o que significa o enceramento de espaços públicos e estádios desportivos ou a redução de alunos em salas de aula a um terço do total.
Kwon pediu hoje aos cidadãos que reduzam os encontros sociais ao máximo, cancelem planos de férias e coloquem a máscara em bares ou restaurantes se não estiverem a consumir.
O caso da igreja Sarang Jeil (Amor Máximo) é especialmente polémico desde que o seu líder, o Jun Kwang-hun, decidiu liderar os seus fiéis no último sábado numa manifestação contra o Governo sul-coreano, apesar do facto de vários membros da congregação terem testado positivo para a covid-19 e de as autoridades terem solicitado o seu confinamento.
Jun, de 64 anos e que testou positivo para covid-19 na sexta-feira, é conhecido por lançar críticas severas e mensagens odiosas contra o atual Governo liberal sul-coreano e contra as comunidades muçulmanas e LGTBI.
Com pouco mais de 15.700 infeções e 306 mortes, a Coreia do Sul é um dos países que melhor controlou a pandemia graças ao seu exaustivo sistema de rastreamento de contactos.
A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 770.429 mortos e infetou mais de 21,7 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.