Covid-19: Consultor da Casa Branca acredita em vacina no início de 2021

O principal consultor da Casa Branca para a pandemia de covid-19, Anthony Fauci, disse hoje que mantém a sua projeção de que uma vacina contra o novo coronavírus pode estar pronta no início de 2021. Fauci disse que a vacina pode até ficar pronta...

Covid-19: Consultor da Casa Branca acredita em vacina no início de 2021
O principal consultor da Casa Branca para a pandemia de covid-19, Anthony Fauci, disse hoje que mantém a sua projeção de que uma vacina contra o novo coronavírus pode estar pronta no início de 2021. Fauci disse que a vacina pode até ficar pronta mais cedo, embora tal seja “improvável”. O conselheiro da Casa Branca para a pandemia disse, numa entrevista televisiva, que o cenário mais provável é que até ao final deste ano seja possível conhecer a nova vacina, que poderá começar a ser aplicada no início de 2021. Recentemente, o Presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou acreditar que seria possível obter uma vacina contra o novo coronavírus antes das eleições presidenciais, marcadas para dia 03 de novembro. Para Anthony Fauci, é comum os estudos de vacinas no estágio final serem suspensos, por causa de efeitos colaterais, como aconteceu com o projeto da farmacêutica AstraZeneca, que teve de suspender os ensaios com a sua vacina para o novo coronavírus, por causa do efeito provocado num dos recetores. Fauci disse ainda que essa suspensão tem de ser entendida como uma “válvula de segurança em ensaios clínicos como este”, Para o especialista, a melhor estratégia de proteção contra a covid-19 continua, para já, a ser o distanciamento social e o uso de máscaras, para evitar novos surtos. Os Estados Unidos são o país com o maior número de casos de infeção com o novo coronavírus, 6,3 milhões, e quase 190.000 mortes. A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 898.503 mortos e infetou mais de 27,6 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP. A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China. Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.