Costa recusa comentar apoio à reeleição do presidente do Benfica

O secretário-geral do PS rejeitou hoje comentar a sua inclusão na comissão de honra da recandidatura do presidente benfiquista, Luís Filipe Vieira, argumentando que é matéria extra vida política. “Não vou fazer nenhum comentário sobre um assunto...

Costa recusa comentar apoio à reeleição do presidente do Benfica
O secretário-geral do PS rejeitou hoje comentar a sua inclusão na comissão de honra da recandidatura do presidente benfiquista, Luís Filipe Vieira, argumentando que é matéria extra vida política. “Não vou fazer nenhum comentário sobre um assunto que não tem rigorosamente nada a ver com a vida política nem com as funções que exerço ou exerci”, afirmou António Costa. O também primeiro-ministro respondia a questões dos jornalistas após discursar no encerramento do XIX Congresso da Federação da Área Urbana de Lisboa (FAUL) do PS, no pavilhão Paz e Amizade, em Loures. “A liberdade de expressão é, felizmente, algo que existe em Portugal. Da minha parte, não faço nenhum comentário, não tenho nada a dizer sobre uma matéria que não tem rigorosamente nada a ver”, concluiu. O jornal semanário Expresso noticiou hoje que Costa e o seu sucessor na Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, fazem parte da comissão de honra de Vieira para as eleições das “águias”, em outubro. O presidente do PSD, Rui Rio, a coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, e o porta-voz do PAN, André Silva, criticaram hoje o apoio de Costa de Medina à reeleição de Vieira para a presidência do Benfica. “Eu sempre achei mal a mistura entre a política e o futebol profissional” respondeu Rui Rio quando questionado sobre este caso, remetendo para o tempo em que liderou a Câmara Municipal do Porto, quando, devido à sua posição, várias vezes esteve envolvido em polémica com o presidente do Futebol Clube do Porto, Pinto da Costa. Salientando que “hoje até há problemas quase de ordem judicial metidos nisto”, o presidente do PSD recordou que tem essa posição “há muito anos”. “Quando nós estamos em cargos políticos de algum relevo, de um modo geral, devemo-nos abster de misturar estas coisas”, acentuou Rui Rio.