Atividade empresarial em Portugal "abrandou ligeiramente" em 2019

A atividade empresarial em Portugal “abrandou ligeiramente” em 2019, destacando-se a construção e atividades imobiliárias, a agricultura e pescas e a informação e comunicação como os setores com taxas de crescimento mais elevadas, divulgou...

Atividade empresarial em Portugal
A atividade empresarial em Portugal “abrandou ligeiramente” em 2019, destacando-se a construção e atividades imobiliárias, a agricultura e pescas e a informação e comunicação como os setores com taxas de crescimento mais elevadas, divulgou hoje o INE. Segundo os resultados provisórios de 2019 do Instituto Nacional de Estatística (INE), o pessoal ao serviço, o volume de negócios e o VAB (valor acrescentado bruto) das empresas não financeiras cresceram 3,8%, 4,0% e 5,8%, respetivamente, abrandando face aos 4,3%, 6,8% e 6,4% de 2018, pela mesma ordem. Já os gastos com pessoal e o excedente bruto de exploração (EBE) aumentaram 8,5% e 2,2%, respetivamente (8,3% e 3,8% no ano anterior, pela mesma ordem). Por forma jurídica, as sociedades registaram crescimentos superiores na maioria dos principais indicadores económicos face às empresas individuais e, por dimensão, as PME (pequenas e médias empresas) evidenciaram subidas mais altas no volume de negócios, VAB e EBE face às grandes empresas. Focando a análise apenas nas sociedades não financeiras, verifica-se que a produtividade aparente do trabalho destas unidades aumentou 1,4%, atingindo 29.712 euros por pessoa ao serviço em 2019, e a remuneração média anual situou-se nos 15.027 euros por pessoa ao serviço remunerada no mesmo ano (+3,5% face a 2018). O INE destaca as taxas de crescimento registadas nas PME, com um crescimento de 7,1% no VAB e 5,7% no EBE, enquanto nas sociedades de grande dimensão, o VAB cresceu 3,9% e o EBE decresceu 3,1%, enquanto os gastos com o pessoal aumentaram 10,3%. Entre os setores de atividade, as sociedades da construção e atividades imobiliárias, agricultura e pescas e informação e comunicação registaram as taxas de crescimento mais elevadas do VAB em 2019: 16,0%, 12,5% e 10,5%, respetivamente (+13,2%, +0,2% e +6,2% em 2018, pela mesma ordem). A indústria e energia continuou, contudo, a ser o setor com maior peso no VAB (29,5%), registando um crescimento de 1,6% em 2019 (+3,2% no ano anterior). Em 2019, a autonomia financeira das sociedades não financeiras aumentou 0,01 pontos face ao ano anterior, atingindo 0,37 pontos. Por setor de atividade, a construção e atividades imobiliárias registou o maior aumento (+0,02 pontos). No que se refere às variáveis do balanço, o ativo, o passivo e o capital próprio registaram crescimentos face ao ano anterior (+4,3%, +3,7% e +5,3%, respetivamente), tendo o setor da informação e comunicação registou um decréscimo de 53,6% do capital próprio, justificado por “uma reestruturação de processos/organização de uma importante empresa do setor”. No ano passado, a taxa de investimento das sociedades não financeiras foi 23,1%, mais 0,7 pontos percentuais que o registado em 2018, e a formação bruta de capital fixo (FBCF) atingiu 22.241 milhões de euros em 2019, mais 1.881 milhões de euros que no ano anterior. Em 2019, segundo o INE, existiam 26.747 sociedades com perfil exportador em Portugal (+3,2% relativamente a 2018), com um peso de 6,1% no total de sociedades não financeiras em Portugal. Estas sociedades representaram ainda 22,9% do pessoal ao serviço, 34,3% do volume de negócios e 31,9% do VAB do total das sociedades não financeiras (-0,1, -0,5 e -0,7 pontos percentuais face a 2018, respetivamente). Em 2019, o pessoal ao serviço destas sociedades cresceu 3,7%, o volume de negócios aumentou 2,7% e o VAB somou mais 3,5%, correspondendo a desacelerações face ao ano anterior (+5,3%, +6,5% e +5,1%, pela mesma ordem, em 2018). O INE nota que, no ano passado, o crescimento do VAB das sociedades com perfil exportador foi inferior ao das sociedades sem esse perfil (+3,5% face a +7,0%, respetivamente), tendo as sociedades de grande dimensão com perfil exportador registado um aumento de 2,3% neste indicador, enquanto nas sem perfil exportador o acréscimo foi de 5,1%.