Aliança apresenta-se sozinho às Regionais “contra um governo que beneficia as elites e esquece os outros”

Depois de inviabilizada a coligação com o MPT na corrida às Eleições Regionais de 22 de setembro, o partido Aliança endereçou esta terça-feira um comunicado às redações, anunciando que se apresentará sozinho ao sufrágio, e vincando o seu programa...

Aliança apresenta-se sozinho às Regionais “contra um governo que beneficia as elites e esquece os outros”
Depois de inviabilizada a coligação com o MPT na corrida às Eleições Regionais de 22 de setembro, o partido Aliança endereçou esta terça-feira um comunicado às redações, anunciando que se apresentará sozinho ao sufrágio, e vincando o seu programa eleitoral. Leia o comunicado do partido: "O Partido Aliança apresentar-se-á sozinho às eleições legislativas regionais de 22 de setembro, com o seu programa eleitoral, do qual se orgulha, que apresentou antes de qualquer outro partido e que colocou já à apreciação dos habitantes da Madeira e do Porto Santo. A resolução dos problemas dos portugueses do Atlântico, que nesta legislatura se agravaram é a grande missão a que a Aliança se propõe, ninguém como nós personifica a luta contra um governo que beneficia as suas elites e esquece todos os outros. Apresentamos como candidatos um conjunto de pessoas sem experiência de partidos políticos, mas com profunda sensibilidade social e ambiental. 32% são Jovens, que amam e desejam viver na sua terra, aqui constituir família, acompanhados dos seus familiares; 56% são Adultos que desejam ter empregos bem remunerados, ter os filhos em escolas inovadoras, e garantir para os filhos e netos um mundo ambientalmente sustentável; 12% são Seniores que desejam ter a família perto, um sistema de saúde em que confiem e uma segurança social que não os abandone. 49% são mulheres, que não desejam viver num mundo onde a violência domestica é aceite como uma coisa entre marido e mulher e onde o estado não as protege nem as defende. 100% estão comprometidos com a causa pública. A debilidade do estado é hoje indisfarçável, seja na degradação das condições de vida da generalidade dos madeirenses e porto-santenses, que está inclusive a pôr em causa o desempenho, pela Região, das suas responsabilidades indelegáveis de proteção dos mais desfavorecidos e daqueles que se encontram numa situação de maior debilidade, seja na promoção da igualdade de oportunidades e da mobilidade social; O Partido Aliança em maio solicitou ao parlamento regional que aprovasse a declaração de emergência ambiental, porque considera que hoje todos os cidadãos e instituições ambientalmente comprometidos se devem juntar em defesa dum património comum: a vida. O governo regional mantém praticas ambientalmente nocivas e pouco sustentáveis e temos visto o recuo da floresta Laurissilva, a extinção da cabra das desertas, o uso de glifosato (altamente cancerígenos), as ETAR desativadas, a lançarem dejetos para o oceano, o acumular de plásticos nos cursos de água e na paisagem, o desperdício de água potável, a falta de saneamento básico,  a recolha de inertes nas ribeiras, ou a inexistência de um plano estratégico de transição energética, são situações que não podem persistir. O regresso da elitização da educação, a falta de medicação para aqueles que não se podem ir tratar ao continente, o nepotismo no acesso aos cargos públicos, o aumento dos casos de assédio moral no local de trabalho... No dia 22 de setembro podemos escolher qual o caminho a percorrer – este, dos aparelhos partidários que temos seguido ou uma nova esperança assente em pessoas e para pessoas."