Albuquerque vai utilizar "todos os meios legítimos" para contestar "estrangulamento" do Estado

Miguel Albuquerque diz que, "se existe deliberadamente uma intenção política de estrangular os meios e os recursos para o Governo Regional cumprir o seu programa, e sobretudo numa altura de emergência social, assegurar aquilo que é o seu dever...

Albuquerque vai utilizar
Miguel Albuquerque diz que, "se existe deliberadamente uma intenção política de estrangular os meios e os recursos para o Governo Regional cumprir o seu programa, e sobretudo numa altura de emergência social, assegurar aquilo que é o seu dever - e que é o apoio à população -, nós temos de utilizar todos os meios legítimos em democracia para contestar esse estrangulamento". Afirmando já ter sido "confirmada a mentira do ministro [João Leão]" que disse na Assembleia da República que o prazo de maturidade das prestações não era autorizado pela União Europeia, o presidente do Governo Regional referiu esta manhã, à margem da visita à Casa do Povo de Santo António, que "estamos perante situações, do ponto de vista político, que são de uma baixeza ética extraordinária" "Nós, neste momento, apenas reclamamos aquilo que os particulares, as empresas e todas as instituições reclamaram - e que é legítimo - que é a prorrogação de um prazo de amortização de dívida e uma autorização para fazer uma operação de financimaneto com os nossos recursos e tudo isto está a ser-nos negado há três meses", declarou o governante. "Neste momento, a hipótese que nós temos é esta situação ser agendada ao sair da comissão na próxima quarta-feira", salientou Albuquerque, afirmando acreditar no aval para o empréstimo do orçamento de Estado para a Madeira. "Tenho de continuar a acreditar. Então, se vão dar um aval de mil e duzentos milhões para a TAP, se meteram 850 milhões no chamado Novo Banco, porque razão não hão de dar um aval à Região Autónoma da Madeira para um empréstimo que vai ser feito e esse aval tem um significado ao nível dos madeirenses e portossantenses e que é diminuir em 5 milhões de euros por ano em juros?", argumentou Albuquerque em jeito de pergunta.