40 mil presos na Venezuela recebem treino para defender país de invasão norte-americana

As autoridades estão a treinar pelo menos quarenta mil presos para defender a Venezuela de uma eventual invasão norte-americana, diz hoje a imprensa local citando a ministra venezuelana dos Assuntos Penitenciários, Iris Varela. “Temos pelo...

40 mil presos na Venezuela recebem treino para defender país de invasão norte-americana
As autoridades estão a treinar pelo menos quarenta mil presos para defender a Venezuela de uma eventual invasão norte-americana, diz hoje a imprensa local citando a ministra venezuelana dos Assuntos Penitenciários, Iris Varela. “Temos pelo menos 40 mil pessoas das prisões do país, que estão prontas para ir para a linha da frente da batalha para defender a pátria”, disse. Iris Varela falava aos jornalistas, sábado, durante uma visita ao Centro Penitenciário do Ocidente (806 quilómetros a sudoeste de Caracas), no Estado venezuelano de Táchira, onde entregou ordens de libertação a 151 presos ao abrigo do programa governamental Regime de Confiança Tutelar. “Se os gringos vierem aqui, para invadir o nosso território, sairei com os presos na frente” explicou à EVTV notícias. Segundo Iris Varela, os presos “recebem treino político e de pátria, dentro das instalações penitenciárias". De acordo com a governante, é ensinado aos presos história da Venezuela, valores da Pátria, formação social, moral e cívica, disciplina, educação, cultura, desporto e recreação”. Ao ser questionada sobre se o uso de armas faz parte do treino, explicou que muitos estão presos “porque podem ensinar a usar uma arma”, sublinhando, no entanto, que naquele caso “não há armas, defende-se a pátria com a consciência”. “Norma e disciplina. Levantar-se às quatro (horas) da manhã, fazer a ordem unida (exercícios de marcha em grupo que estimulam a disciplina e o espírito de grupo), erguer e prestar homenagem à bandeira, pedir e dar graças a Deus pelos alimentos de cada dia”, frisou. A ministra desmentiu versões da imprensa local de que dão conta de que alguns presos estariam com carências alimentares e de que havia suspeita da existência de casos de coronavírus nas cadeias.